A Monogamia, a Poligamia, os Gays e os Héteros.

 

Há semanas esse tópico me rodeia. Não só entre conversas, mas também, coincidentemente, em séries de TV e reportagens que chegaram até mim. Por ser algo tão complexo e controverso eu precisei, de fato, entrevistar pessoas e ler inúmeros artigos sobre o assunto. A começar por aí. Eu não tinha ideia que o assunto era tão abordado até cientificamente. De coluna no New York Times a blogs GLBTS e blogs religiosos todo mundo parece ter uma opinião sobre o assunto da monogamia.

Dentre todas, a visão mais abordada é a relação da falta de monogamia em casais gays (homens e mulheres gays). Muitos falaram que poligamia é da natureza sexual do homem tanto gay quanto hétero. É supostamente mais difícil ser fiel para homens do que para mulheres, mas estudos biológicos realizados em 2010 apontaram que poligamia não tem nada haver com biologia e sim com cultura e condição social. Isso explicaria a falta de fidelidade também alta em casais lésbicos.

Um escritor americano, Mark Oppenheimer publicou no New York Times em um artigo chamado “Married, with infidelities” que a poligamia seria a salvação do casamento monogâmico tradicional que está em decadência e que a sinceridade e abertura sexual entre um casal seria a chave do sucesso para o casamento deste século. Foi falado também que essa pratica é comum em pelo menos 50% dos casais gays. Dados como esse apareceram sendo discutidos após o governo de Nova York aprovar a união civil entre pessoas de mesmo sexo. A pergunta que se fez foi “Para que os gays queiram tanto se casar se a monogamia não é comum entre eles?” As respostas foram, dentre muitas, que fidelidade emocional é diferente de fidelidade física, sexual. Quando se casa ou namora com alguém a fidelidade que se deveria ao outro seria de amor carinho afeto e afeição claro que o sexo não ficaria de fora dessa mas as possibilidades extraconjugais não seriam um problema por significar nada além de sexo. É basicamente assim: pode transar, mas nada de sentimentos envolvidos. Essa ‘fórmula’ seria utilíssima nos relacionamentos hetero ou homo do futuro segundo o escritor americano. A sinceridade sobre a necessidade de variedade depois de muito tempo com a mesma pessoa seria a forma de casamentos problemáticos por esse assunto darem certo.

No artigo de Oppenheimer ele cita uma pesquisa feita pela universidade de Chicago feita em 2010 revelou que 14% das esposas e 20% dos maridos tinham casos extraconjugais. Sem dúvida é uma minoria que faz barulho, então a solução não seria a poligamia? Ou melhor, a pergunta que sempre faço: Para que entrar em um relacionamento se você não tem intenção e nem gosta de monogamia? Por que, a princípio, a ideia de um namoro ou casamento são duas pessoas (por hora) e se querem mais de uma por que se comprometer?

Como eu não gosto de deixar perguntas sem respostas eu fui atrás disso e consegui coisas do tipo: “Por que eu gosto de me relacionar emocionalmente com uma só pessoa mas gosto de fazer sexo com pessoas diferentes de vez em quando”. Resumindo a resposta: a separação total de sentimentos e sexo. Com a vida moderna exigindo cada vez mais praticidade e rapidez parece que afetamos ate as relações afetivas. Quer dizer, as pessoas gostam de ter um namoro convencional, mas às vezes precisam suprir uma necessidade que então seria carnal, e pratica. Do tipo: estava com vontade fui fiz supri a necessidade e voltei pra minha vida normal,

Dentre todas as opiniões e essa enxurrada de dados técnicos sobre comportamento social eu pergunto: e o amor gente? O século 21 esta exigindo uma repaginada até nos conceitos dele? Aquele amor de ter a mesma pessoa para todo o sempre já era? Minha maior indagação foi respondida com: “Poligâmicos amam”. É claro que amam. Se formos pensar bem eles têm que amar mesmo. Alguma coisa forte tem que existir ali pra fazer com que ele ou ela abdique uma vida de diversidade sexual, encontre um parceiro ou parceira e tenha que enfrentar todos os problemas e repercussões que uma relação não monogâmica pode trazer. Claro, às vezes nos deparamos com aquele tipo de pessoa que não leva nada a sério, nem o relacionamento e acaba mentindo e traindo a namorada ou namorado com outros e outras sem abrir o jogo

O consenso geral é que a poligamia é a expressão da separação entre sexo e outros sentimentos mais profundos. Em outras palavras: a banalização do sexo como necessidade física.

Dentre os poligâmicos tem um tipo não tão moderninho: os adeptos do sexo a três. Muitos casais hoje em dia utilizam dessa prática para quebrar a monotonia sexual que anos de relacionamento pode trazer e sem quebrar a barreira da fidelidade. Geralmente o casal “convida” alguém o qual os dois se sentem atraídos sexualmente e normalmente esse alguém é um desconhecido para que problemas com afeto sejam descartados. O interessante da pratica do Ménage a trois (nome oficial da prática por aqui, em inglês se fala threesome) é que ela parece ser bem familiar aos casais héteros. Eu não me atreveria a dizer que é tão comum quanto entre os gays, mas como duas mulheres juntas é fantasia de muitos héteros por aí, o ménage é uma pratica não tão remota assim para os casais héteros.

Eu acho que a monogamia é um conceito que aos poucos está sendo deixado pra trás. Seja por mudanças sociais ou necessidade de quebra de tabus. Principalmente entre os gays, eu temo que em alguns anos as relações monogâmicas sejam minoria. E quem sabe a teoria da seleção natural de Darwin se faça presente de novo e os monogâmicos vão sendo eliminados aos poucos por falta de parceiros que compartilhem a mesma ideia e a poligamia seja o status quo das relações gays do futuro.

@Ntnn

 

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Longos históricos amorosos e o senso de humor da vida.

Esse mês eu passei pela experiência de ser padrinho de uma garota que fez quinze anos, e isso me fez deixar namorado e um dia inteiro de aulas (devidamente substituídas) para trás para passar o fim de semana no Distrito federal para me juntar ao resto da família (o que é bem raro, para justificar a ausência com o pobre do namorado) para as comemorações.  Na Sexta feira à noite, antes de viajar eu via meu seriado favorito pela enésima vez (que dado o tema e o nome deste blog, dispensa maiores informações sobre qual serie é) eu me peguei pensando em tudo que passei desde que tive minha primeira experiência de namoro. Foram tantas coisas que me pareceram extremamente profundas na época, e que agora eu tenho até vergonha de relatá-las, tantas esperanças enormes que se transformaram em absolutamente nada, ou que me parecem devaneios hoje em dia, tanta gente idiota no meu caminho, tanta lágrima, tanta burrice, tudo em apenas cinco anos. Eu me perguntei se tudo que eu vivi foi simplesmente falta de sorte, ou se foi simplesmente por que faço parte da sociedade que se expõe pelo prazer de sentir paixão ou amor (se é que já senti amor propriamente dito até hoje). Se valer a pena ou não, eu não gosto muito de pensar, mas que a experiência mudou muita coisa, isso é indiscutível.

Todo esse turbilhão me fez pensar em quem se fecha e sacrifica essa possibilidade de amor/paixão por que não quer/consegue lidar com as contra indicações de relacionamentos e exposições afetivas. Qual lado vale a pena? Se fechar? Não ter medo de consequências? Existe um meio termo? Existe uma posição sensata quando se trata desse tipo de assunto? Eu sempre me perguntei quem são os fortes dessa bagunça toda, se é quem consegue se fechar pro mundo e se preocupar com nada além de noitadas e sexo, ou quem consegue bravamente lidar com os problemas que uma relação afetiva pode trazer, pela recompensa que pode vir, ou não, futuramente.

Chegamos Sábado bem cedo, e eu estava ansioso, a irmã da aniversariante, minha prima muito próxima, descobriu que estava grávida há um tempo. Eu fiquei meio sem reação quando ela me contou, mas não tive maiores preocupações. O que a notícia me fez pensar era no quão as coisas mudam em pouco tempo e no quão os caminhos de pessoas tão próximas podem ser tão diferentes. Eu meio que me senti deixado para trás por ela, como sempre, eu ainda estava na época de dramas emocionais e namorados e ela já estava planejando comprar enxoval.  Nathália, como vou chamá-la aqui, tem um histórico amoroso que deixa o meu no chinelo. Relacionamentos longos, muito longos que começavam com paixões tórridas. Passavam por muitos problemas e continuavam juntos, e justo quando pensávamos que tudo estava bem, Nathália avisava que estava solteira novamente. Ela sempre foi meu ponto de felicidade a esse respeito, me fazia sentir menos sozinho no mundo de pessoas que se arriscavam amorosamente em prol de um bem que acreditávamos ser maior.

O motivo de toda essa falação sobre longos históricos amorosos fará sentido quando eu falar da aniversariante. Clarice (nome também fictício) estava fazendo quinze anos e já tinha conseguido sustentar um namoro por um ano inteiro. Quer dizer, eu com a idade dela só conseguia me preocupar com a próxima revista do Pokemón que ia sair nas bancas e com o desenho na TV. Meu primeiro relacionamento sério foi com uma menina (sim, pasmem!) aos 17, e durou cinco meses apenas. O primeiro com um homem mal chegou aos três. E lá estava ela, aos quinze com um ano de namoro nas costas e nas nuvens com tudo aquilo que estava acontecendo. Aquela cena de toda aquela felicidade andando dentro de um vestido azul zanzando pelo salão me fez lembrar uma amiga que casou há um tempo e eu fui ao seu chá de panela. Foi bem fácil eu me remeter a isso, pois eu me senti um crianção novamente. Eu estava empolgadíssimo com meu namoro que (no dia) tinha começado oficialmente há apenas um dia, e enquanto eu trocava de curso na faculdade para começar tudo de novo, e feliz com o início de mais um namoro, lá estava ela, formando ao fim do ano, comprando móveis, ganhando presentes de utensílios domésticos e planejando uma vida inteira.

Eu sei que pode ser que o namoro da Clarice ou o casamento de minha queridíssima amiga não dure para sempre (é só uma suposição, ok? Calma), mas pode ser também que dure sim. E aí? É muito estranho (para não dizer injusto) que certas pessoas parecem predestinadas a ter a vida emocional resolvida muito mais cedo que você/eu. Quero dizer, minha mãe casou com o primeiro cara que ela beijou na vida (meu pai) e cá estão eles até hoje. Existe talento para achar alguém? É questão de sorte? Destino? Cosmos? Senso de humor (ou falta dele) da vida? Eu ouço muitas histórias diariamente sobre pessoas que acabaram casando cedo e levam a vida normalmente durante anos e anos. Talvez seja um ciclo vicioso, nós damos azar no primeiro e segundo cara, nos tornamos paranoicos, montamos blogs pra falar de relacionamentos (ALÔ!) e assim seguimos marcados pro resto da vida, tendo azar com gente esquisita (que provavelmente se tornaram esquisitas pelo mesmo motivo) e tendo pensamentos como esses nos assombrando o tempo todo.

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Nós sempre sabemos?

Os últimos fatos nestes últimos dias que seguiram sem aula, eu fui pego de surpresa várias vezes em conversas sobre relacionamentos e sem sombra de dúvida o tópico que mais apareceu espontaneamente ao meu redor foi: Nós, lá no fundo, sempre sabemos quando o namoro vai durar ou não? Dessa vez pessoas chegaram até a mim conversando sobre isso e eu tive o fator critico do fim do namoro de dois amigos próximos que me serviram bem de exemplo.

Foi semana passada quando, subitamente eu vi uma troca de relacionamento não-esperada na minha wall do Facebook. Eu não era extremamente próximo ao casal, mas imaginava que as coisas estavam indo bem. E isso me fez lembrar as vezes que namoros não deram certo comigo. Veio à minha cabeça que: eu nunca fui pego de surpresa no fim de relacionamentos. No fundo, lá atrás da negação constante, sempre soube que o fim estava não muito distante. E esse parece ter sido o caso do ex-casal. Comigo a negação reinava triunfante. Todos os acontecimentos gritavam bem alto que aquilo não estava certo, as coisas não estavam como deviam estar, eu rebatia tudo com negações e mais negações do tipo “ah, mas ele me disse que gosta de mim de verdade” e “Nós saímos e foi muito bom, nos encaixamos muito bem”. Frases como essas que eram ditas todos os dias na minha cabeça escondiam os fatos que eram de que a atenção não era recíproca, nem o cuidado, nem a prioridade, enfim, era quase um relacionamento de uma pessoa só.  Conversando sobre isso me expôs o fato de que gostar nos faz negar e esconder qualquer fato que venha aparecer no relacionamento que indique que as coisas não estão boas, o que pode ser perigoso, uma vez que problemas têm que ser tratados, e não ignorados até crescerem ao ponto de não poderem mais ser resolvidos.

Ainda nos casos de negação, eu tive contato com um caso de namoro um tanto desastroso. Os dois se conheceram durante um show e viveram um romance um tanto tórrido, mas com conversas o suficiente para que este meu amigo soubesse da personalidade e comportamento difícil de lidar do que seria seu futuro namorado. O namoro foi bastante turbulento, e isso me levou à imediata e inevitável pergunta: “Você sabia que não ia pra frente, né?”. Sim, ele foi mais um dos que tentou calar os acontecimentos ruins que estavam evidentes com negações e esperanças de que tudo aquilo não ia fazer tanta diferença frente ao sentimento que ele tinha. Resultado: final trágico somado a meses e mais meses de trauma até que o relacionamento e o cara fossem deixados para trás.

Entretanto, eu me deparei com um caso particular de um casal extremamente apaixonado de Brasília. Eles namoraram por sete anos, era o primeiro namoro de ambos, fizeram planos e ele a pediu em noivado, o que durou mais sete anos. Quatorze anos depois de se conhecerem decidiram casar. O casamento rendeu um filho e, doze meses depois, um divórcio. Eles, definitivamente, sabiam que aquilo ali era para a vida inteira, mas acredito que isso tenha mudado com a situação de casamento. Relacionamentos ficam muito mais complicados quando levamos ao nível de morar juntos. Tudo fica mais complicado, a rotina desgasta, além de todos os outros fatores que nós já sabemos sobre casamentos. O que quero dizer aqui é que de fato, os eternos namorados foram pegos de surpresa pelo eminente divórcio logo depois que se casaram.

Para balancear mais ainda o lado dos que foram pegos de completa surpresa, eu fui até um de meus amigos um tanto próximo, que eu sabia que teve um término complicado esse ano, e o perguntei se neste ultimo namoro ele sabia que não ia dar certo. Deparei-me com: “Com todos os relacionamentos antes desse, eu sabia, mas esse foi a única vez que as coisas saíram totalmente ao contrário do que eu esperava”. Ele estava ciente do namorado que tinha, estava ciente do estágio da relação, mas mesmo assim foi pego de surpresa, o que contrariou todas as expectativas e esperanças dele referente ao namoro.

Com isso tudo na minha cabeça e eu quase concluindo pensamentos eu tive um episódio interessante nessa segunda feira. Fui explorar o lado heterossexual do meu círculo indo para um bar no qual essa conversa, inevitavelmente, saiu. Ele tem vinte e poucos anos, ela tinha sido a primeira namorada dele. Pelo que entendi, ele ficou um bom tempo tentando conquistá-la e convencê-la a namorar com ele, e um dia feliz ela decidiu que sim e eles namoraram por tempo suficiente de planejarem casamento e ele começar a pagar o apartamento que seria deles. O que aconteceu foi que nos últimos meses a história toda virou. Pelo que entendi, tudo que era bom ficou ruim e o relacionamento acabou antes que ele entendesse de fato o que estava havendo, ou seja: pegos de surpresa.

Eu acredito que nós nunca realmente sabemos  se o namoro vai durar muito ou não. As pessoas são muito imprevisíveis, mesmo aquelas que já conhecemos e namoramos há anos. Há muitos fatores externos que não podemos prever que vai influenciar muito no namoro e eventualmente levá-lo ao fim. O que eu acho prudente de ser feito é estar ciente quando a negação vier, e empurrar ela pra longe um pouco até que você consiga ver a realidade com clareza. Como eu já disse aqui no blog, seu cérebro e seu coração têm que trabalhar juntos para que o equilíbrio aconteça e você não seja frio e calculista e nem romântico e sonhador demais. Se você gosta muito, invista sim, mas com certa prudência para que, se as coisas mudarem subitamente, você esteja alerta da realidade, e preparado para o que vier.

@Ntnn

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O que são defeitos?

Ontem eu me peguei avaliando tudo que eu já senti por namorados/casos que passaram pela minha vida, e o que eu estava tentando entender não era só o motivo singular de cada um deles ter falhado, mas sim o quão eu gostei de cada um. Se for possível quantificar o termo “gostar” “amar” etc. eu não sei se é possível, mas definitivamente sabemos quando gostamos de alguém de verdade ou apenas estamos ali por estar tudo bom e agradável. Eu já disse bastante por aqui que relacionamentos são adaptáveis e temos que, de uma forma ou de outra, dar o braço a torcer em certas ocasiões para o bem geral dos dois, já disse também o quão ruim e nocivo é para nós ficarmos exigindo que o outro demonstre carinho por nós da mesma forma que nós fazemos com eles, e é aí que está a questão: o que pode ser considerado um defeito?

Eu fui atrás de pessoas que tiveram relacionamentos relativamente longos e não precisei procurar muito. Em conversa com minha prima/melhor amiga/confidente/comparsa que namorou por volta de cinco anos, perguntei se ele tinha defeitos os quais a incomodava e que ela conseguiu lidar, ou ela gostava até dos defeitos dele. “Ah, eu gostava de algumas coisas sabe? Ele era muito diferente de mim, muito fechado, introspectivo, mas eu gostava disso nele. O que aconteceu foi que com o passar do tempo isso me incomodou muito” É um fato bem claro de que o que te faz saber se seus sentimentos por alguém são sérios é quando até os defeitos ficam bonitinhos, aqueles traços que você odiaria em qualquer outra pessoa ficam banais e às vezes até dão um charme na pessoa a qual você gosta, mas e a parte de “com o passar do tempo?” Depois que a maré da empolgação do início de namoro passa, esses defeitinhos passam a incomodar?

Voltando à questão do que pode ser considerado um defeito de fato, eu fui atrás de mais pessoas. Dessa vez, um amigo não muito próximo que teve um relacionamento um tanto traumático. Eu o perguntei precisamente se ele gostava até dos defeitos do ex. “Depende, ué. Se o defeito for admissível. Eu terminei com ele por um dos defeitos dele”. Aparentemente agente nunca consegue discernir que o que pode ser chamado de defeito e o quão grave ele pode ser. Indo mais longe ao meu circulo social de pessoas emocionalmente experientes, eu consegui dados precisos sobre o que pode ser considerado defeito ao ponto de término ou não. Pra isso fui para o círculo heterossexual dos meus amigos. Perguntei o que ele considerava como defeito: “Véi, acho que defeitos fodidos de relacionamento é imaturidade, futilidade e ciúmes”. É claro que isso pra ele seria motivo de término quase instantâneo. Quando perguntado sobre o que ele aceitaria e levaria numa boa eu topei com: “reclamação, falta de tempo, amigos demais etc.” Indo para o lado feminino heterossexual eu consegui: “Detesto mentira. O pior defeito que alguém pode ter é ser mentiroso” E quando perguntada sobre o que ela levaria numa boa: “Tipo, eu sou bem chorona, eu era mais ainda antigamente, hoje em dia eu melhorei bastante mesmo, meu namorado sempre reclamava disso, mas ele reclamava numa boa e pedia pra eu tentar mudar, mas ele levava numa boa”.

Olha, é bem verdade que a lei da física que opostos se atraem não funciona muito bem no campo dos relacionamentos. Alguém com as idéias e comportamento totalmente contrário de você não vai fazer da sua relação muito saudável, e alguém exatamente como você vai te levar ao tédio total. Relacionando isso com a questão dos defeitos e com o que eu já experimentei no meu atual relacionamento, e também nos passados eu posso dizer: Quanto mais distante dos nossos próprios defeitos, mais difícil é de lidar, e conseqüentemente, mais provável é de você querer terminar por isso, claro isso depende da preferência de cada um sobre os traços e comportamentos da outra pessoa. Não necessariamente um tímido vai odiar um extrovertido e vice-versa, mas o que quero dizer é que além dos “defeitos-senso-comum” como mentira, traição etc. os outros, que podem acabar com o relacionamento, tem haver com o quão diferente eles são da sua realidade. Meu amigo que respondeu que levaria numa boa, coisas como falta de tempo e muitos amigos é alguém que provavelmente passa por isso. Minha amiga que chora muito provavelmente tem um namorado durão, mas que pensa que chorar em excesso é comum nas mulheres.

Terminar por defeitos do outro é comum hoje em dia, mas é algo que as pessoas, às vezes, fazem antes mesmo de lidar com a situação. Conselho? Converse muito antes de tomar uma atitude precipitada. Às vezes você se acostuma com aquilo com o tempo, e tudo fica melhor.

 

@Ntnn

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Ex no plural: Por que tantos términos?

O que nos faz terminar um relacionamento? Eu acredito que já passamos da era em que relacionamentos só acabavam por culpa de traição ou algo tão grave do tipo. É fato que a liberdade sexual e comportamental que temos hoje no mundo ocidental fez com que as pessoas se tornassem cada vez mais exigentes em relação à pessoa a qual pretende se relacionar, mas não seria esse o motivo de termos cada vez um numero maior de ex andando por aí? O número de fatores que podem terminar um namoro aumentou, conseqüentemente o número de términos também subiu, e com isso seu histórico amoroso fica cada vez maior, mas a questão é: aonde traçamos a linha dos fatores críticos ou não pra terminar? Esse número tão grande de coisas que podem terminar um namoro não está nos levando direto pra sina do Príncipe Encantado e Perfeito?

O que eu quero dizer é que estamos mais exigentes e conseqüentemente mais sozinhos. Muita gente termina relacionamentos por “ah, não tava dando certo e… tem tanta gente por aí né? Vou acabar achando alguém mais compatível” e isso leva pra mais e mais frustrações por que cada vez mais você procura alguém que se encaixe perfeitamente com você e que não dê trabalho demasiado na relação para que se entendam. A impressão que tenho é que as pessoas têm cada vez menos paciência pra tentar fazer um namoro dar certo e acabam preferindo noitadas simples, rápidas, objetivas, mas extremamente vazias.

Então se você, de fato, quer um relacionamento duradouro coloque tudo em uma balança antes de jogar tudo fora por coisas que, às vezes, seriam resolvidas por conversas que até podem ser chatas, mas que muito possivelmente vão te proporcionar uma tranqüilidade futura em seu relacionamento.

E sobre longos históricos amorosos? Bem, hoje é fato que (quase) ninguém começa namoro já pensando no casamento, mas o mais incrível é que mesmo isso sendo de conhecimento geral da nação as pessoas ainda se assustam com o fato de pessoas terem uma lista recheada de namoros. Muitas estiveram do lado ruim da história e viram seus relacionamentos supostamente duradouros acabar por desinteresse do outro lado de fazer tudo funcionar, ou talvez a pessoa seja de fato um exemplar dessa espécie dos “sem paciência pra DR”, mas nem isso nos dá o direito de apontar e criticar, pois no fim, com ou sem paciência todos querem a mesma coisa: se arranjar.

@Ntnn

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A maldição do Amor Maior

Eu sofro da maldição do amor maior. Aquela sensação de que você sempre estará mais apaixonado/empolgado do que a outra pessoa com a qual você está se relacionando. É mais ou menos assim: é você que sempre liga e fica esperando ansiosamente pela resposta daquele SMS bonitinho (e bem raramente a tem), você é o que tenta pegar na mão dele pra andar por aí e ele solta por algum motivo, é você que vem pra dar o abraço mais caloroso possível e depois de três segundos ele te solta.

Sabemos que ele gosta bastante de você, mas o tanto que ele demonstra nunca parece o suficiente mesmo tendo noção que pode estar exagerando na dose. O que acontece? Somos exagerados mesmo ou o padrão de romance mudou e ninguém nos avisou? Eu já estive em situações em que a outra pessoa expressava o mesmo tanto que eu e às vezes até mais, e o que aocnteceu foi que eu me senti assustado e tudo não deu certo. Seria de fato nosso lugar? O de sempre ser a parte mais apaixonada e exageradamente romântica?

Eu fico sem saber como agir nestes casos, pois nunca sei ate onde eu estou exagerando ou ate aonde eu deveria avisar a outra pessoa que estou em falta de carinho. Talvez eu seja mesmo um hopeless romantic com a sina do “Amor Maior” e talvez essa seja minha realidade a qual eu tenha que me acostumar, ou talvez as pessoas não estejam preparadas para tanto romance, o que me leva a outra pergunta: Quando foi que romance se tornou ameaçador e/ou brega?

E é esse o motivo de estarmos sempre expostos e vulneráveis na relação. Gritando em atos para o outro e sempre no aguarde de respostas que talvez nos satisfaça. A falta de medo de viver isso nos faz sempre estar aparentemente mais apaixonados.

@Ntnn

@NoSexInThisCity

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Moldáveis [reblogged]

Se você ainda é daqueles ou daquelas que por mais que tente não para de sonhar com o príncipe encantado na Mercedez branca, atente-se para isso: Ele não existe, mas você pode mudar isso. O que eu quero dizer é que pessoas assim não vão aparecer prontas na sua vida. Você não tem que achar o cara perfeito, você tem que achar o cara moldável. Há muitos moldados por ai. São lindos, educados, cultos, responsáveis, trabalhadores, bem de vida e … comprometidos! Sim, essa é a resposta para a frustração do ultimo adjetivo citado. Esses homens dificilmente foram assim há alguns anos atrás, e se eles são tão perfeitinhos assim hoje, foi por que alguma mulher ou algum homem os moldou assim.

Então, nem tudo está perdido, você só precisa refinar seu radar. Não se preocupe se ele é um pouco preguiçoso, cabeça dura, ou possua alguns outros adjetivos que vá te chatear, você só precisa deixá-lo apaixonado o suficiente para que você consiga o moldar até chegar à forma do SEU príncipe, sim, por que o príncipe de alguns pode ser o sapo de outros. A culpa nunca foi da pobre Lei de Murphy de que caras perfeitinhos são comprometidos, na verdade a culpa de eles serem perfeitinhos é de seus companheiros/as. Então pare de reclamar, afine seu radar e encontre seu pré-principe e ajude-o a comprar a Mercedez branca para te carregar junto com ele para qualquer lugar.

@Ntnn

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